O que é mapa de risco de segurança e como funciona?

equipe em treinamento sobre mapa de risco
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De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, foram registrados mais de 600 mil acidentes de trabalho, no ano de 2018, somente no Brasil. Os dados são assustadores e demonstram a necessidade que as empresas têm de se precaver para não entrar nessa estatística. Sendo assim, entender mais sobre algumas ferramentas, como o que é mapa de risco e a relevância dos EPIs, vai auxiliar bastante os gestores.

Por isso, explicaremos o que é, como aplicar esse mapeamento na empresa e de que forma conscientizar a equipe. Quer continuar aprendendo? Confira a leitura! 

O que é mapa de risco?

A Norma Regulamentadora Nº 5 determina que é dever da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) elaborar o mapa, com o auxílio do SESMT, caso haja. O mapa de risco é uma representação gráfica, geralmente em formato de planta baixa, podendo ser de toda a empresa ou um mapeamento por setor, caso a visualização fique melhor. 

Ele aponta os riscos existentes em cada local, por meio de círculos coloridos. Assim, consegue demonstrar claramente quais são os pontos da organização que necessitam de atenção e em quais os colaboradores precisam de EPIs para realizar as tarefas de forma segura.

Como aplicar o mapa de risco na empresa?

Elaborar o mapa

A CIPA deve fazer um levantamento dos perigos existentes em cada local e do seu nível de gravidade. Depois, identificar as áreas da planta da empresa com círculos coloridos, onde cada cor representa um tipo de risco:

  • verde — físicos, como calor, frio, umidade, vibrações e ruídos;
  • vermelho — químicos, como gases, produtos químicos e vapores;
  • marrom — biológicos, como bactérias, fungos e vírus;
  • amarelo — ergonômicos, como repetitividade, ritmo excessivo de trabalho e postura inadequada;
  • azul — mecânico ou de acidentes, como existência de animais peçonhentos, possibilidade de incêndio e iluminação deficiente.

A intensidade da exposição ou do risco, por sua vez, é representada pelo tamanho dos círculos. Quanto maior ele for, maior é a gravidade. O mapa é simples e deve ser o mais intuitivo possível, de forma que sequer necessite de legenda para a compreensão, apesar de ser recomendável colocá-la para sanar as possíveis dúvidas dos colaboradores.

Conscientizar a equipe

Já com o mapa pronto, é preciso apresentá-lo à equipe. Explique detalhadamente sobre cada tipo de risco, o significado das cores e o tamanho dos círculos, os EPIs adequados e a importância de prevenir os acidentes. É interessante mostrar, principalmente, os danos que o indivíduo pode sofrer, como a perda de membros ou doenças crônicas. 

Esse trabalho de treinamento e conscientização deve ser constante, pois as pessoas tendem a ter forte resistência ao uso de EPIs por achá-los desconfortáveis ou desnecessários. Fazer campanhas e mostrar as estatísticas de acidentes no trabalho é uma das formas de instigá-las a estarem sempre atentas. 

Depois, exponha os mapas em locais visíveis e de fácil acesso. Distribua-os pelo máximo possível de lugares para que o colaborador esteja sempre visualizando os riscos, mesmo que de forma involuntária. Assim, fica mais fácil fazê-lo cuidar da própria segurança e de seus colegas de trabalho.

Saber o que é mapa de risco e como interpretá-lo transmite segurança aos profissionais da empresa, além de mostrar que a organização se importa com a integridade e com o bem-estar de sua equipe. É um mapeamento simples de ser feito e que garante muitas vantagens à organização.

Essa ferramenta já é utilizada na sua empresa? Compartilhe conosco, nos comentários, a sua experiência!

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